Governo do Distrito Federal
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3/04/13 às 13h39 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Vacinação contra o HPV em meninas começa nas escolas do DF

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Nessa segunda-feira, 1º, o Governo do Distrito Federal deu início à vacinação contra o papiloma vírus (HPV) em meninas que nasceram entre 2000 e 2002, em todas as escolas públicas e particulares do DF. A meta é imunizar de 64 mil estudantes que estão dentro da faixa etária da campanha contra a doença, principal causadora do câncer de colo do útero, que mata cerca de 90 mulheres por ano, só na capital do País.

Em Planaltina, a secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia Ferreira, acompanhou de perto a vacinação em quatro escolas de regiões distintas da cidade. Cerca de 500 meninas foram imunizadas em três escolas classe (3, Paraná e 1 do Arapoanga) e no Centro Educacional Dona América.

A secretária Olgamir destaca que o GDF tem uma visão ampla sobre a mulher. Ela lembra que a saúde hoje se volta para mulheres independentes, autônomas e emancipadas, que buscam cada vez mais a prevenção das doenças. Este é o conceito de saúde integral da mulher: tratá-la como um todo. “Esperamos promover a conscientização e a informação sobre os métodos anticonceptivos, sobre o sexo seguro e, ao mesmo tempo, disponibilizar para as meninas a opção da vacina”, disse.

A dona de casa Evaneli da Silva, que levou a filha Gabriela para vacinar no Centro Educacional Dona América, diz estar contente com a campanha contra o HPV. “Eu apoio a iniciativa da vacinação, tendo em vista que, hoje em dia, as meninas começam a vida sexual mais novas. E o bom disso acontecer nas escolas é que também facilita o acesso”, observou.

Para garantir a efetividade da vacina, é necessária a aplicação de três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira dose. O calendário de vacinação foi organizado de acordo com o calendário escolar, das escolas públicas e privadas, respeitando o período das férias. A primeira dose será aplicada até o dia 26 de abril; a segunda, de 3 a 28 de junho; e a terceira de 30 de setembro a 1º de novembro.

A doença – Os HPVs são vírus capazes de infectar a pele e as mucosas. A transmissão se dá por contato direto com o local infectado, sendo que a principal forma de transmissão é pela via sexual. Quando a infecção persiste, ela pode resultar no desenvolvimento de lesões precursoras, progredindo para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que 40 deles podem infectar o trato ano-genital.

Prevenção – O uso do preservativo durante o ato sexual não protege totalmente da infecção pelo HPV, pois não cobre todas as áreas passiveis de contaminação. Na presença de infecção na vulva, na região peniana e proximidades, o HPV poderá ser transmitido, mesmo com o uso da camisinha. O preservativo feminino, se usado desde o início do ato sexual, protege de forma mais eficaz.

Para evitar o surgimento do câncer de colo do útero é importante que as mulheres façam exames preventivos (Papanicolau ou Citopatológico), que podem detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

As lesões clínicas se apresentam como verrugas ou lesões denominadas condilomas acuminados e popularmente chamadas “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”. Têm aspecto de couve-flor e tamanho variável. Nas mulheres podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perineal, perianal e ânus. Em homens, podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta, em ambos os sexos.

O tratamento apropriado das lesões precursoras é imprescindível para a redução da incidência e mortalidade pelo câncer do colo uterino. Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

 

Com informações da Secretaria de Saúde