Governo do Distrito Federal
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8/08/13 às 17h35 - Atualizado em 25/03/14 às 22h00

Secretaria prestigia protagonismo das brasilienses

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Ontem, data em que a Lei Maria da Penha comemorou sete anos de criação, a Secretaria da Mulher deu início a uma série de atividades para celebrar a data e despertar na população a conscientização sobre a importância da lei não só para as mulheres, mas para toda a população brasileira.

As comemorações começaram na estação do Metrô da 102 Sul onde funciona o Centro Especializado da Mulher Ieda Santos Delgado. O equipamento completou um ano de funcionamento ontem, 7, tendo realizado cerca de 1500 atendimentos às mulheres do DF e Entorno, vítimas ou não de violência doméstica e familiar.

Após as comemorações, a secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia, acompanhada da equipe da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, foi conhecer o vagão rosa do Metrô DF, exclusivo para mulheres e deficientes. A comitiva seguiu da estação da 102 Sul até a Metropolitana.

Durante o trajeto, a secretária Olgamir Amancia foi conversando com as usuárias, falando sobre a importância da Lei Maria da Penha; comentou parte das políticas públicas que a SEM-DF promove; e colocou à pasta a disposição da comunidade feminina para propor ações, políticas e demais iniciativas que promovam a valorização, autonomia e emancipação das brasilienses.

As passageiras aprovam a ideia. Para Sula Silva, moradora de Ceilândia e usuária do transporte habitualmente, a iniciativa é ótima. “Sinto-me mais segura aqui, sem a sensação de ser assediada. Mais uma iniciativa que respeita as mulheres do Distrito Federal”, disse.

Mulheres que ousam – Ao descer, a comitiva seguiu para a oficina “Meu Mecânico”, chefiada pela empresária Agda Oliver, 31 anos. Trata-se de uma oficina destinada às mulheres em Ceilândia, que oferece manicure, depilação e limpeza de pele para as clientes enquanto aguardam o serviço dos carros ficar pronto, e já fatura cerca de R$ 40 mil mensais.

No início, as coisas não foram fáceis. “Eu sofri muita discriminação por ser mulher. Muitas pessoas não acreditavam que a gente podia dar certo, muitos clientes não acreditavam. Há pouco tempo, um homem pediu um serviço para nós, mas pediu que um dos homens que trabalham aqui que fizesse”, disse à secretária Olgamir Amancia.

Olgamir Amancia lembrou que o papel das mulheres no mercado de trabalho tem mudado constantemente nos últimos anos. Por questões sociais e puramente preconceituosas, elas ocupavam apenas cargos secundários no mercado e com isso não tinham acesso a bons salários e carreiras de sucesso.

Para ela, hoje, o cenário está em transformação. “Além de terem novos papéis na economia ao ocuparem áreas antes dominadas por homens, as mulheres hoje também assumem cargos importantes em grandes empresas e multinacionais. A ousadia de Agda Oliver revela o perfil desta mulher empreendedora e determinada”, observou.