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Quinta, 01 Fevereiro 2018

Pessoas Trans são homenageadas no Palácio do Buriti

O Dia da Visibilidade Trans começou com uma cerimônia no Salão Nobre do Palácio Buriti com representantes regionais e internacionais do movimento, autoridades de representação do Governo do Distrito Federal, da Justiça e da Sociedade Civil.

A secretária do Trabalho, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos, Ilda Peliz, no seu discurso lembrou das conquistas no Governo de Brasília que em 2017 realizou a assinatura do Decreto que reconhece a identidade de gênero em todo o Governo de Brasília à Travestis e Transexuais.

E o Nome Social que classificou como “a identidade de respeito que todas as pessoas Trans esperavam, e será, certamente exemplo para todo o pais". E completou, “(o decreto) já foi reconhecido em toda a administração direta e indireta do DF”, e disse também que a população pode contar com a Sedetmidh e o Governo de Brasília.

A secretária adjunta de Política para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Joana de Mello, fez um apelo durante a sua fala e pediu respeito à diferença. “O dia que as pessoas aprenderem isso, vamos viver num mundo bem melhor. Não podemos aceitar a invisibilidade das pessoas trans”, afirmou.

Flávio Brebis, coordenador da Diversidade LGBT da #Sedestmidh, recordou que há exatamente um ano, o governador apresentou o projeto de regulamentação do Conselho Distrital, que atualmente está em tramitação na Câmara Legislativa. Citou também a inauguração, em 2016, da DECRIM – Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência. “Essas foram grandes conquistas para nós LGBT”, ressaltou.

Representantes da Rede Trans mostraram dados alarmantes e alegaram que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans. Em 2017, 179 pessoas Trans foram assassinadas e com a subnotificação de casos, poucos investigados e o agressor punido. O número aumentou em comparação aos anos anteriores.

Ao final da solenidade, foram entregues mudas do cerrado homenageando às pessoas à frente da luta trans no DF, no Brasil e no mundo. As árvores foram doadas pelo Jardim Botânico de Brasília.

Uma das pessoas homenageadas nesta hora, foi Marcela Romero, coordenadora regional da Rede LacTrans, Rede Latinoamericana e do Caribe de Pessoas Trans. Ela voltou a comentar sobre a Lei de Identidade de Gênero e lembrou que o decreto permite que essa comunidade saia da exclusão social. “A democracia do Brasil tem uma dívida com as pessoas Trans”, concluiu Manuela.

Outra homenageada, foi a servidora Bianca Moura, Trans e ativista. Ela trabalha há 18 anos no Palácio, e disse que anda pelos corredores do edifício de cabeça erguida e com a identidade reconhecida.

Paula Bennet, Trans, coordenadora interina da Diversidade LGBT, fez a abertura do evento e assegurou que lutar contra a transfobia é um dever do Estado e de toda a sociedade que quer se ver livre de qualquer forma de preconceito”. E completou “Ninguém morre por existir pessoas Trans, mas pessoas Trans podem morrer por existir transfobia no coração de algumas pessoas”.

A comunidade Trans reuniu-se no início da tarde em frente ao Congresso Nacional e realizou um movimento em protesto contra a violência que leva o Brasil ao ranking de mortes no mundo.

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