Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
3/12/12 às 15h03 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Distrito Federal apoia luta contra a AIDS

COMPARTILHAR

Neste sábado, 1, a Secretaria de Estado da Mulher, a Secretaria da Saúde e a Embaixada dos Estados Unidos realizaram uma “Caminhada da Saúde pela Conscientização e Prevenção da AIDS”. Foi um dia de atividades para tirar dúvidas, salvar vidas, lutar contra a AIDS e contra preconceitos. O tema da campanha nacional deste ano é “Não Fique na Dúvida, Fique Sabendo”.

Na ocasião, o Projeto Quero Fazer, fruto da parceria entre a Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal e a EPAH – Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada, esteve no evento com a unidade móvel realizando testes de HIV e Hepatite C. Também houve a distribuição de preservativos femininos e masculinos e a realização de uma sondagem sobre a camisinha feminina, feita pela SEM-DF. O SAMU esteve presente no evento com oficina de primeiros socorros. O Instituto Sabin também participou com o Projeto Samurai e sua Unidade Móvel de Promoção à Saúde realizou oficina sobre sexo seguro.

Para a Secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia Ferreira, ter acesso à esse preservativo é fundamental para que a mulher tenha autonomia. “Em geral, quem define as regras do relacionamento acaba sendo os homens e a mulher tem pouca autonomia para possuir o entendimento de que o homem tem usar o preservativo. Daí, o uso da camisinha dá à ela uma autonomia, porque ela não depende da iniciativa do outro. É ela mesma quem decide se proteger”, avalia.

A AIDS é um a doença que afeta dez mulheres a cada vinte cinco homens, o que coloca o DF na 25ª posição no ranking entre todas as capitais brasileiras, segundo boletim epidemiológico de AIDS do Ministério da Saúde, lançado no dia 20 de novembro. Desde o primeiro registro no DF, em 1985, já foram identificados 8.076 casos da doença. No ano passado, a incidência foi de 18,1 casos por 100 mil habitantes.

A categoria de exposição homo/bissexual caracteriza de forma mais importante a dinâmica da doença, com expressão relevante em todas as faixas etárias, em especial entre os adolescentes. Em 2011, no sexo masculino, 57,7% dos casos tiveram como categoria de exposição a homo/bissexual e 26,8% a heterossexual. Entre as mulheres, a principal categoria de exposição é a heterossexual, em mais de 80% dos casos.