Governo do Distrito Federal
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25/04/13 às 19h09 - Atualizado em 29/10/18 às 11h13

Casa Abrigo oferecerá mais um serviço de atenção às mulheres

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A partir de agora, as abrigadas irão contar com sessões de atendimento psiquiátrico, que será oferecido uma vez por semana

A violência contra a mulher é um ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulta em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameaças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública seja privada. Neste contexto, a saúde mental da agredida fica amplamente fragilizada, sendo necessário um acompanhamento psicológico para que ela resgate sua autoestima, confiança e autonomia.

A situação das mulheres que procuram o programa de abrigamento da Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal, mais precisamente a Casa Abrigo, não é diferente. Após sofrerem as mais variadas formas de violência doméstica e familiar, elas são condicionadas a buscar uma proteção legal amparada pelo Estado, que deve proporcionar às mulheres toda uma estrutura necessária para que esta fragilidade seja minimizada ou, quem sabe, superada.

Este é o trabalho que a Casa Abrigo oferece às vítimas de violência no DF: um atendimento inter e multidisciplinar que favorece o resgate da autoestima e a reconstrução da autonomia da mulher. Para oferecer um serviço ainda mais qualificado às abrigadas, a Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SEM-DF firmou hoje, 25, uma parceria com a Diretoria de Saúde Mental da Secretaria de Saúde para proporcionar amparo psiquiátrico às vítimas.

A reunião para fechar esta importante cooperação aconteceu hoje, 25, com o diretor de Saúde Mental, Dr Augusto César da Costa; com a assistente social Anunciação e demais membros da equipe. “A Casa Abrigo do Distrito Federal é uma referência para todo o país. As mulheres que lá chegam procuram um ambiente saudável, onde possam sentir-se seguras, fortalecidas e seguras da decisão que tomaram”, explicou a subsecretária de Enfrentamento à Violência, Silvânia Matilde.

Ainda de acordo com ela, as mulheres que chegam à casa encontram-se fragilizadas e temerosas, assustadas pela magnitude da decisão (de denunciar o agressor ou agressora) tomada. “Além do amparo psiquiátrico que será oferecido uma vez por semana, a Casa Abrigo já proporciona apoio assistencial e jurídico em articulação com outras políticas públicas, principalmente nas áreas de saúde, educação e assistência social, na perspectiva da constituição e consolidação de redes de atendimento”, esclarece Silvânia Matilde.

As primeiras sessões de atendimento às mulheres vítimas de violência começam na próxima semana.